Existem somente sete gases combustíveis mais leves que o ar:
1. Hidrogênio
2. Metano
3. Amônia
4. Acetileno
5. Gás
Cianídrico
6. Etileno
7. Monóxido
de Carbono
Os três primeiros dos acima mencionados são muito mais
leves que o ar e por isso podem se acumular em áreas acima dos vazamentos,
formando bolsões. A instalação das cabeças de medição no teto pode ser muito
útil nesses casos.
Todos os outros gases combustíveis como, por exemplo, o
propano, o butano, etc., e os va-pores combustíveis como, por exemplo, acetato
de etila, tolueno, etc., são mais pesados que o ar. Podem se acumular em áreas
inferiores, junto ao solo e podem cobrir grandes áreas. Para uma de-tecção o
mais cedo possível, as cabeças sensoras devem ser instaladas em áreas o mais
baixo possí-vel.
Gases tóxicos - mesmo em baixas concentrações – se
tiverem densidades próximas às do ar, propagam-se por convecção e/ou difusão.
Se a temperatura do gás que vaza é maior que a do ambiente, ele vai se dirigir
principalmente para cima.
Gases sob pressão ou gases líquidos podem se difundir
para baixo em caso de vazamentos devido ao abaixamento de temperatura que
ocorre na expansão. Pequenos vazamentos em linhas de gases comprimidos ou
cilindros podem ter o efeito de um jato, neste caso pode-se esperar uma am-pla
expansão em forma de jato e por isso mesmo, para uma detecção segura, a faixa
de medição da cabeça de medição deve ser a menor possível.
Oxigênio
O ar da atmosfera, fina camada gasosa que envolve a
Terra, é uma mistura de muitos tipos de gases e vapores diferentes. O ar
atmosférico é basicamente composto por
oxigênio (21%),
nitrogênio (78%),
gás carbônico (0,03%)
e mais seis gases (0,97%) – argônio, criptônio, hélio,
neônio, radônio e xenônio.
O oxigênio é fundamental para a vida no planeta, pois é
através dele que os seres vivos produzem água, energia e gás carbônico através
de processos como a fotossíntese. A energia proveniente dessas reações com o
oxigênio é indispensável para a manutenção da vida no planeta.
O nitrogênio, embora seja muito importante, não é
absorvido diretamente pela maioria dos seres vivos, inclusive o homem. No
entanto, sua importância está no fato dele ser absorvido por certas bactérias
que vivem no solo e na raiz de certas plantas, como a ervilha, se tornando um
elemento importante para a manutenção dos ciclos biológicos.
O gás carbônico é fundamental para as plantas, que
realizam o processo de fotossíntese e geram o oxigênio necessário para o homem.
Já alguns gases raros são utilizados em casos específicos, como o argônio que é
usado na fabricação de lâmpadas incandescentes.
Caso Petrobrás
P-35 (Marlim) 26 de setembro de 2011 às 19h13 .
O gás CO2 é utilizado para manter um selo inerte (sem
oxigênio) nos tanques de armazenamento de petróleo da P-35
foi detectada a presença de CO2 (dióxido de carbono) em
alguns pontos do alojamento da plataforma-navio P-35 (Marlim)
Monóxido de Carbono - A exposição ao monóxido de carbono
pode provocar mudança na temperatura corpórea, mudança na pressão sanguínea,
dificuldade respiratória, desorientação, alucinações, tremor, perda da audição,
distúrbios na visão, sufocamento, dor de cabeça, tonturas, palpitações
cardíacas,fraqueza, confusão mental e náuseas até convulsões, inconsciência e
morte. Concentrações de monóxido de carbono acima 400 ppm são consideradas
potencialmente mortais.
Dióxido de Carbono - Os sintomas relacionados com uma
sobre exposição confundem-se facilmente
com os da fadiga e consistem essencialmente em aceleração da respiração,
aumento do ritmo cardíaco, dores de cabeça, suores, tonturas, fraqueza
muscular, depressão mental, sonolência e ruídos nos ouvidos. Concentrações de
CO2 superiores a 250 mil ppm podem levar à morte.
Cianeto de hidrogênio (ou cianureto de hidrogênio) (HCN)
É um composto extremamente volátil. Puro pode ser
encontrado tanto na forma líquida quanto gasosa, devido ao seu baixo ponto de
ebulição (25,7 °C) e grande volatilidade. Borbulhado-o em água, produz-se uma
solução chamada de ácido cianídrico ou ácido prússico, é um composto químico
que contém o aníon cianeto (CN−1).
Tem um forte cheiro de amêndoasamargas, e encontra-se em
certas plantas, como a mandioca (Manihot esculenta), e no caroço de certas
frutas (maçãs, pêssegos e cerejas).
Ossais do ácido cianídrico são chamados cianetos, sendo
os mais comuns o cianeto de potássio (KCN) e o cianeto de sódio (NaCN).
Os cianetos iónicos são extremamente venenosos a vários
seres vivos, em especial, aos humanos, neste caso, devido à habilidade do íon
em se combinar com o ferro da hemoglobina, bloqueando a recepção do oxigênio
pelo sangue, matando a pessoa exposta por sufocamento.
Partes por milhão ou abreviadamente ppm é a medida de
concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas.
Concentrações ainda menores podem ser expressas em partes
por bilhão (ppb), partes por trilhão, etc, no que se chama partes por notação,
da qual a ppm é a mais usual.
Massa
A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto
(disperso), em µg (micrograma), existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução.
Exemplo: Quando se afirma que a água poluída de um rio
contém 5 ppm em massa de mercúrio significa que 1 g da água deste rio contém 5
µg de mercúrio.
Se considerarmos a densidade das soluções aquosas = 1,00
g/mL (ou aproximado) pode usar-se as seguintes relações:
É um composto químico com fórmula NaClO. Uma solução de
hipoclorito de sódio é usada frequentemente como desinfetante e como agente
alvejante; na verdade, é frequentemente chamado por apenas
"alvejante", embora outros produtos químicos sejam chamados assim
também.
O agente branqueador nas lixívia (português europeu) ou
água sanitária (português brasileiro) comerciais é o hipoclorito de sódio, o
qual é produzido pela reacção do cloro com o hidróxido de sódio. Em solução
aquosa, o hipoclorito de sódio dissocia-se em íon sódio e em íon hipoclorito,
sendo este último o agente branqueador, através de uma reacção de
oxidação-redução entre o íon hipoclorito (o agente oxidante) e a mancha
colorida ou nódoa a remover (agente redutor).
O QUE É UMA ATMOSFERA EXPLOSIVA?
Combustível + Oxigênio do ar + Faísca= Explosão
Observa-se que o oxigênio do ar estando sempre presente,
falta reunir dois elementos para que se produza uma explosão. É preciso saber
que uma faísca ou chama não é indispensável para que se produza uma explosão.
Um aparelho pode, por elevação de temperatura em sua superfície, atingir o
ponto de inflamação do gás e provocar a explosão.
Que tipos de produtos podem produzir uma explosão?
Os produtos de risco são classificados pela ABNT
(NBR-5363/98) em 4 grupos: I, IIA, IIB, IIC. Esses produtos são geralmente:
Gás de aquecimento.
Hidrocarbonetos.
Solvente de cola e de adesivos.
Solvente e diluentes para pinturas.
Verniz e resinas.
Aditivos de fabricação dos produtos farmacêuticos, dos
colorantes, dos sabores e perfumes artificiais.
Agentes de fabricação dos materiais plásticos, borracha,
tecidos artificiais e produtos químicos de limpeza.
Elementos de tratamento e fabricação dos álcools e
derivados.
Aonde pode se formar uma atmosfera explosiva?
Todos os locais onde são fabricados, estocados e
transformados os produtos acima citados, estão pré-dispostos a conter uma
atmosfera explosiva.
A regulamentação das zonas com riscos de explosão.
O que é uma zona de risco?
As regulamentações internacionais distinguem as seguintes
categorias de zonas perigosas: zona "O", zona "1" e zona
"2". Estas zonas são geográficas, mas os limites entre cada uma delas
não são nunca definidos. Uma zona pode se deslocar por diversos motivos:
aquecimento dos produtos, ventilação falha no local e (ou) erro de manipulação.
A atmosfera explosiva está sempre presente - Zona "O".
Zona na qual uma mistura explosiva de gás, vapor ou
poeira está permanentemente presente (o estado gasoso no interior de um
recipiente ou de um reservatório constitui uma zona "O").
A atmosfera explosiva está freqüentemente presente - Zona
"1".
Zona na qual uma mistura explosiva de gás, vapores e
poeiras pode eventualmente se formar em serviço normal de instalação.
A atmosfera explosiva pode acidentalmente estar presente
-Zona "2".
Zona na qual uma mistura explosiva pode aparecer só em
caso de funcionamento anormal da instalação (perda ou uso negligente).
CUIDADO!!!
Esta lista não é limitada a formas líquidas ou gasosas. É
preciso lembrar que certos produtos utilizados em forma de pó ou poeira podem
também se tornar em certas condições agentes ativos de uma explosão. São
poeiras ou pó de: açúcar, alumínio, amido de trigo, carvão, celulose, enxofre,
leite, poliestirenos, resinas epóxi, trigo (farinhas), etc.
Como determinar as Zonas de Risco?
A essa pergunta é permitido responder que não existe
método para definir as zonas, com efeito; qualquer instalação é um caso para
estudo não há casos clássicos.
No entanto, é possível pegar um desses casos e estudá-lo.
Trata-se de uma oficina onde são misturados elementos que
entram na fabricação de verniz. Os produtos utilizados são classificados como
produtos de risco. A operação se faz em temperatura ambiente.
NIOSH National
Institute for Occupational Safety and Health
Instituto Nacional para a
Segurança e Saúde Ocupacional
OSHA – Occupational
Safety and Health Administration
Segurança Ocupacional
e Administração de Saúde
Há 3 classes de espaços confinados:
Espaços Classe A – aqueles que apresentam situações que
são IPVS. Estão inclusos espaços que sejam
deficientes de oxigênio e/ou que contenham atmosferas tóxicas ou
explosivas.
Espaços Classe B – não representam riscos imediatos à
vida ou à saúde, no entanto, têm potencial para causar lesão ou doenças se medidas
de proteção não forem tomadas.
Espaços Classe C – “São aqueles em que qualquer risco é
tão insignificante que nenhuma prática ou procedimento de trabalho seja
necessária”.
OSHA – Occupational
Safety and Health Administration
“Um espaço confinado é aquele onde se verificam todas as
seguintes condições:
é grande o suficiente e configurado de tal forma que um
trabalhador nele pode entrar e desempenhar uma tarefa que lhe foi atribuída;
b) – tem meios limitados ou restritos para entrada e
saída (tanques, vasos, silos, depósitos, covas); e,
c) – não foi previsto para ocupação humana contínua”.
Há outras
definições regionais nos Estados Unidos, mas como dissemos, assemelham-se muito
com as acima explicitadas.
3. Atividades
típicas que exigem entrada em espaços confinados
d) Limpeza para remoção de lama ou outros dejetos,
e) Inspeção da integridade física e processo de
equipamentos,
f) Manutenções tais como jateamento abrasivo e aplicação
de recobrimentos de superfícies em subterrâneos com ou sem tubulações,
g) Instalações, inspeções, reparos e substituições de
válvulas, tubos, bombas, motores em covas ou escavações,
h) Ajustes ou alinhamentos de equipamentos mecânicos e
seus componentes,
i) Verificações e leituras em manômetros, painéis,
gráficos ou outros indicadores,
j) Instalações, ligações e reparos de equipamentos
elétricos ou de comunicações, instalações de fibras ópticas,
k) Resgate de trabalhadores que foram feridos ou que
desmaiaram em tais espaços.
Uma permissão para
ingresso em espaços confinados foi criada pela OSHA em 1993. Trata-se de um
conjunto de normas que começa pelos testes e monitoramentos ambientais.
Há três classes de
problemas no ambiente de espaços confinados:
condições de ambientais.
l) Concentrações inadequadas de oxigênio
m) Presença de gases e/ou vapores tóxicos
n) Presença de gases e/ou vapores inflamáveis.
Alguns ambientes
podem ter uma somatória dessas três condições de risco.
A utilização de
analisadores portáteis de gases é o primeiro passo para identificação desses
riscos. A maioria deles tem condição de detectar mais de um gás e o mais típico
deles mede: oxigênio, gás combustível, CO (monóxido de carbono) e H2S (gás
sulfídrico). Outros gases também podem ser detectados, dependendo do caso
particular de cada situação.
Quando se trata de
uma atmosfera remota antes da entrada num espaço confinado, utiliza-se uma
sonda de teflon acoplada ao analisador de gás, para o processo poder ser
executado do lado de fora, eliminado risco para os operadores. Executa-se o
teste em diversos níveis porque o ar contaminado não é necessariamente igual em
sua composição.
Níveis incorretos de oxigênio
O problema mais
comum com o ar em espaços confinados é a maior causa de mortes porque o ar
possui pouco ou nenhum oxigênio. Os níveis de oxigênio na atmosfera normal se
situam entre 20 e 21% em volume. Muitas pessoas já tiveram a experiência de
viajar para localidades de grande altitude e sentiram fadiga ao desempenhar
atividades normalmente simples como subir escadas.
O percentual de
oxigênio no ar é normal nesses locais mas há menos oxigênio porque há menos ar,
por isso as pessoas sofrem o problema com suprimento inadequado de oxigênio.
Sente-se dificuldade em respirar a níveis próximos dos 14% e confusões mentais
aparecem aos 12%. Aos 10% há perda de consciência e aos 8% ocorre a morte. As
normas da OSHA determinam um mínimo de 19,5% de oxigênio no ar. Na Europa, esse
teor é 19%. No Brasil nossas normas aceitam 18%.
Gases e Vapores
Inflamáveis
Os gases, vapores
ou poeiras inflamáveis constituem a segunda classe de risco. Tanques ou tonéis
que armazenaram substâncias inflamáveis e estão sendo limpos ou sofrendo
manutenção, podem conter traços ou concentrações elevadas dos produtos que lá
estavam armazenados.
O limite Inferior de Inflamabilidade (L.I.I.) pode ser
atingido até antes de que se procedam medições ambientais. Antes do ingresso,
tais ambientes podem ser inundados com gás inerte, que não suporta combustão,
tal como o nitrogênio, num processo denominado inertização.
Uma necessidade após a inertização é medir o teor de
oxigênio e decidir que não haja risco de explosão ou fogo, então se deixa
entrar oxigênio de volta ao ambiente durante o ingresso.
É comum associar
combustão com líquidos, esquecendo-se das poeiras combustíveis, mas estas podem
se tornar uma séria ameaça. Silos contendo produtos de agricultura também podem
explodir violentamente em presença de uma fonte de ignição. Como regra, níveis
de poeiras suficientes para obscurecer a visão em 1,5m devem ser considerados
perigosos.
Gases e Vapores Tóxicos
Finalmente, deve-se levar em conta também os vapores e os
gases tóxicos. Conhecer suas concentrações ambientais antes de penetrar num
espaço confinado ajuda a selecionar o método de testar esses ambientes, mas as
preocupações não devem ser limitadas a esses produtos químicos. CO e H2S são
gases tóxicos encontrados com freqüência e pesquisar esses e outros possíveis
contaminantes é uma sábia precaução. Lembre-se de que muitas substâncias têm
fracas propriedades de alerta (percepção pelo olfato).
5. Proteção Respiratória em Espaços Confinados
Um espaço confinado, pelas características que vimos
acima, não permite que nele se penetre com respiradores purificadores de ar.
Nesta classe se incluem as máscaras descartáveis, as
peças semifaciais filtrantes e as faciais inteiras que utilizem filtros químicos
ou mecânicos.
Ora, os carvões ativados dos cartuchos poderão reter uma
certa quantidade de gases e vapores, mas se as concentrações foram muito
grandes, logo se saturariam, representando sério risco aos trabalhadores. Além
disso, a falta de oxigênio não seria resolvida pelo uso desses cartuchos. O
mesmo pode ser dito com relação a poeiras no ambiente.
O equipamento de proteção respiratória nessas áreas IPVS
pode ser o equipamento com linha de ar, dotado de peça facial e cilindro
auxiliar de ar comprimido para abandono da área. O ar respirador pelo
trabalhador é o da linha de ar. No abandono desse ambiente, desconectando-se a
mangueira de ar comprimido, abre-se a válvula do cilindro de abandono. Nessa
situação, o usuário tem de 10 a 20 minutos de autonomia, dependendo do
aparelho, para atingir área segura.
Um respirador autônomo de ar comprimido, de pressão
positiva, com cilindro de ar de diversos tamanhos, também é um equipamento
seguro para penetração e permanência em espaços confinados. É preciso atentar
para a autonomia que o aparelho pode oferecer e observar os dispositivos de
alarme que ele contém.
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ResponderExcluirKathleen Rutchegr
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ResponderExcluirRicardo Santiago
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Parabéns, página belíssima.
ResponderExcluirParabéns, página belíssima.
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