terça-feira, 24 de abril de 2012


Obra da barragem Marrecas, em Caxias do Sul, é embargada pelo

 Ministério do Trabalho

Operário que estava fazendo serviço de manutenção morreu na tarde desta terça-feira quando caiu de altura de cerca de 40 metros.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Caxias do Sul embargou a obra da Barragem Marrecas, no distrito de Vila Seca, em Caxias do Sul, no final da tarde desta terça-feira. Por volta das 13h, um operário morreu em um acidente de trabalho. O Corpo de Bombeiros e o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) foram chamados, mas o homem já estava morto. Uma equipe de fiscalização do MTE esteve no local e constatou algumas irregularidades quanto à segurança da obra, que já está na fase final. 

Conforme o gerente regional do MTE, Vanius Corte, o operário trabalhava na manutenção de uma comporta e usava uma corda de rapel e equipamentos de segurança. Mas, por motivo ainda desconhecido, a corda teria se rompido e o homem caiu de uma altura de cerca de 40 metros. De acordo com Corte, o MTE não conseguiu identificar para qual empresa o homem trabalhava. A obra da barragem é de responsabilidade do consórcio Fidens-Sanenco, mas há diversas empresas subcontratadas e o homem trabalharia para uma delas. A vítima foi identificada como Sadi Pereira da Silva, 47 anos. 

— A obra está embargada não por causa desta morte, mas porque oferece uma série de riscos para outros trabalhadores — explica o gerente regional do MTE. 

Na sexta-feira, o Ministério irá entregar um relatório para a Fidens-Sanenco apontando o que deve ser corrigido. Conforme Corte, o embargo irá durar até que esses problemas sejam sanados.

Um comentário:

  1. Luciano Luís de Azeredo15 de dezembro de 2012 às 22:23

    Como é possível não identificar a empresa que a vítima trabalhava ? Se identificaram-no (sabem seu nome)é imperativo exigir uma lista de empregados de cada empresa. Ou a coisa pode ser pior ainda: o cidadão estava trabalhando sem registro em CTPS, sem seus direitos legais, talvez até sob acordo de ganhar um salário um pouco melhor, já que o patrão não estaria pagando os tributos de acordo com a lei, tais como INSS e FGTS, por exemplo.

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